Arquivo da tag: ortodoxia

Quando foram concluídos os livros do Novo Testamento?

cerco_jerusalem_ano_70

O Cerco e a Destruição de Jerusalém pelos Romanos sob o Comando de Tito, 70 d.C. Óleo sobre tela, de David Roberts, 1850. (Wikimedia Commons)

Certa feita, um pastor de minha denominação, ao nos ministrar um estudo sobre as Epístolas Universais, fez uma declaração que me pareceu tanto ousada quanto plausível. Para ele, TODOS os livros do Novo Testamento, sem exceção, foram escritos ANTES da queda de Jerusalém no ano 70 d.C. E ele se baseava no pressuposto de que seria impossível nenhum texto mencionar o ocorrido, caso tivesse sido escrito durante aquele marcante evento ou depois desse, dada a sua magnitude e repercussão. Ainda segundo o pastor, seria algo como um episódio das dimensões do famigerado “11 de setembro de 2001” não receber menções da imprensa desde então.

Faz todo o sentido. Evidentemente, porém, o modernista e o liberal não aceitam tal tese. Eles desvestem o relato escriturístico do seu sobrenatural, e são descrentes do poder da influência divina sobre os escritores sagrados para assegurar à Bíblia a inerrância e a infalibilidade alegadas pela ortodoxia. Assim, para eles os livros do NT passaram por várias revisões e adaptações por cristãos que até se valeram do nome dos próprios apóstolos, já mortos, para legitimarem seus escritos (seria o caso das epístolas de Pedro e da segunda a Timóteo, por exemplo), numa espécie de “piedosa mentira” (?!?!), sendo então concluídos muitos anos depois das datas que os conservadores defendem.

Mas, séculos depois, o fato é que não conseguiram até hoje provar definitivamente suas afirmações, as quais não têm saído do campo das meras conjecturas. Aliás, tais teólogos têm sido mesmo desmentidos e desacreditados por pesquisas e estudos criteriosos feitos até mesmo por não cristãos. E também pela lógica simples e irrefutável de irmãos como aquele humilde mestre da Palavra de Deus…

Anúncios

A predestinação na Bíblia

Estudo da Bíblia

Créditos da imagem: Steelman (Wikimedia Commons).

As Sagradas Escrituras explícita e categoricamente ensinam a predestinação:

“Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos; e aos que predestinou, a estes também chamou; e aos que chamou, a estes também justificou; e aos que justificou, a estes também glorificou” (Romanos 8.29,30).

“[Deus] nos predestinou para sermos filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade… no qual [Cristo] também fomos feitos herança, havendo sido predestinados conforme o propósito daquele que faz todas as coisas segundo o conselho da sua vontade” (Efésios 1.5,11; compare 3.11).

Além desses trechos, também podemos aduzir 1 Pedro 1.2,20. Aqui o apóstolo afirma que os cristãos a quem se dirigia foram “eleitos segundo a presciência de Deus Pai, na santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo… [o qual] foi conhecido ainda antes da fundação do mundo, mas manifesto no fim dos tempos por amor de vós”. O termo original grego para “presciência” é prognōsis, e quer dizer “conhecimento prévio e propositado” (Taylor), “disposição prévia, pré-arranjo” (Thayer).

Portanto, tal doutrina não é invenção de Calvino, mas se trata de claro ensino do Livro Santo.


%d blogueiros gostam disto: