Martinho Lutero

Abaixo, um vídeo completo sobre o monge alemão que liderou a Reforma Protestante do século XVI, movimento cuja influência e legado se fazem sentir até hoje. Trata-se de um filme antigo, ainda em preto e branco, mas muito fiel aos fatos históricos. Louvado seja Deus pela vida deste servo que Ele usou de forma tão grandiosa, para glória de Seu nome e edificação da Sua igreja!

Homens como Lutero, Calvino, Zwinglio, Knox e tantos outros mestres foram verdadeiros dons do Altíssimo para a Sua igreja (Ef 4.11). Que os honremos como tal, pois.

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Paz para Cuba?

Mapa de Cuba, com descrição em russo dos eventos da revolução de 1953 a 1959.

Mapa de Cuba, com descrição em russo dos eventos da revolução de 1953 a 1959. Créditos: Vladislav Volkov (Wikimedia Commons).

O site esquerdista Pátria Latina comemora as duas décadas de uma organização norte-americana, chamada Pastores Pela Paz, que envia ajuda humanitária a Cuba, cujas grandes mazelas adviriam do bloqueio norte-americano à ilha, não do sistema político-econômico ímpio e falido ali implantado há cinco décadas. No entendimento de tal organização, o povo de Deus deve se simpatizar com a causa do governo revolucionário de esquerda daquele país (mas o regime lá não é ateísta?!) O leitor pode acessar a matéria clicando aqui.

Logicamente, estamos falando de uma organização “cristã” de orientação teológica liberal e que é influenciada pelo marxismo em seu ativismo social — evangélicos “progressistas”, enfim. Por isso, a proclamação bíblica do Evangelho ao mundo pecador, em conformidade com o mandado bíblico (Mt  28.18-20; Mc 16.15), passa ao largo das iniciativas da Pastores Pela Paz. Ainda que em meio ao carregamento de ajuda humanitária haja também bíblias, esforço algum é feito para se apontar e ensinar às almas perdidas o legítimo plano de salvação pela graça, mediante a fé em Jesus Cristo (Ef 2.8) — e isso deliberadamente: afinal, eles odeiam com fervor o que chamam de “evangelho de açougue”. Blasfêmia ao Senhor e Salvador que verteu seu sacratíssimo sangue remidor, mas a mensagem da cruz lhes é motivo de embaraço e desdém, como o era aos ímpios da época dos apóstolos (v. 1Co 1.18-25; Tg 2.7).

Por isso, a genuína paz de que o povo cubano precisa, não a obterá por intermédio de “cristãos” como aqueles, que ilicitamente lhe sonega a Verdade. Paz mesmo, só aquela que a ditadura castrista tanto aprecia para se perpetuar no poder, para a qual eles dão gostosa colaboração com o seu “evangelho social”.

Triste e lamentável situação.


Amar

Dois bebês abraçados

Cortesia da imagem: FreeDigitalPhotos.net

Segundo o falecido gramático Napoleão Mendes de Almeida, os verbos irregulares de qualquer língua são verbos “estragados” porque são os mais usados na fala. Logicamente, os regulares são, pois, os menos usados.

E não é que o verbo amar, nas línguas que eu conheço (inglês, francês, alemão, espanhol e o próprio português), são todos regulares?

Há uma história curiosa contada pelo também falecido publicitário Carlito Maia, a respeito da origem do lema da bandeira nacional, “ordem e progresso”. Segundo ele, a princípio, a divisa (de origem positivista) era para ter sido “amor, ordem e progresso”. Mas os militares que instauraram a República no Brasil mandaram cortar “amor” do lema, porque o nosso País é “terra de macho” (!)

Se para este mundo que jaz no Maligno (1 João 5.19) o verbo “amar” é pouco frequente no uso cotidiano (e deturpado em seu sentido quando empregado) todavia, ele deveria ser mais frequente na conversação entre os irmãos em Cristo, pois que esse nos diz: “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (João 13.35,36). E o apóstolo João nos diz em que esse amor deve consistir : “Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade” (1Jo 3.18).

ATUALIZADO (05/08/12)

 


As portas do inferno não prevaleceram…

Igreja Luterana de São Pedro e São Paulo em São Petersburgo, na Rússia.

Igreja Luterana de São Pedro e São Paulo em São Petersburgo (RUS). Créditos da imagem: Yoshi Canopus (sob Creative Commons).

Na foto acima, um dos maiores e mais antigos templos protestantes da Rússia. Desenhado pelo arquiteto Aleksandr Brullov, foi erigido entre 1833 e 1837. Também é chamada pelos locais de igreja alemã, pois no passado sua membresia era composta majoritariamente de falantes da língua germânica.

Sua história, porém, remonta a tempo ainda mais longínquo. Em 1705, o czar Pedro, o Grande, decretou que católicos e protestantes poderiam estabelecer igrejas em São Petersburgo (a igreja oficial era a Ortodoxa). Assim, o primeiro templo luterano foi estabelecido na cidade. Em seu auge, a igreja da foto já chegou a ter cerca de 15 mil membros, além de manter uma escola, um hospital e um orfanato.

Duríssimas provações, porém, advieram durante o regime soviético (1917 – 1991). A religião foi então perseguida, apesar das negativas veementes das autoridades de que tal ocorresse na URSS. Assim, segundo o livro “Religion in the USSR”, de Alexei Puzin (Novosti Press Agency Publishing House), que ecoava a versão oficial, “a igreja efetua suas atividades religiosas sem impedimentos. Ninguém impede a igreja de realizar cultos a Deus e de ministrar os sacramentos em conformidade com seus dogmas e cânones” (pg. 28). Todavia, o fato é que muitas igrejas e mosteiros viraram museus, depósitos e até prisões. A Igreja Luterana de São Pedro e São Paulo, particularmente, foi transformada em local de natação (uma piscina foi instalada em seu interior).

Contudo, durante os anos 90, com a bancarrota do sistema comunista e a abertura política na Rússia, o prédio retornou à sua denominação e passou por uma restauração. Oremos para que essa e outras igrejas do Senhor Jesus naquele imenso país aproveitem ao máximo a nova porta aberta (2Co 2.12; Ap 3.8) e consigam efetivamente cumprir sua missão de proclamar as Boas Novas do Reino para aquela grande nação!

OBS.: Boa parte das informações acima foi obtida na enciclopédia digital online Wikipédia.

TEXTO CORRIGIDO (22/06/2012 ÀS 8:26).


Os céus proclamam a glória de Deus

No diagrama acima, em italiano (Venera=Vênus; Giove=Júpiter), a insignificância das dimensões do nosso planeta Terra em comparação com outros astros do universo nos impressiona e humilha. Aleluia! “Eis que as nações são consideradas por Ele [Deus] como a gota de um balde, e como o pó miúdo das balanças; eis que ele levanta as ilhas como a uma coisa pequeníssima” (Is 40.15). Créditos da imagem: Dave Jarvis (Wikimedia Commons).


Pura verdade!

Monumento às vítimas do stalinismo em Katowice, na Polônia

Monumento às vítimas do stalinismo, em Katowice (Polônia). Créditos: Abraham OFM (Wikimedia Commons)

“Muitos falam que precisamos deixar um planeta melhor para os nossos filhos, mas o que precisamos é deixar filhos melhores para o nosso planeta”.

Indo fazer compras hoje pela manhã, deparei-me com essa frase, inscrita no vidro traseiro de um automóvel estacionado na rua.

Dizeres de extraordinária felicidade, não, caro leitor? Afinal, à luz de tudo o que lemos nas Escrituras sobre a depravação total do ser humano (e.g., Rm 3.10-19; Ef 2.1ss) e sobre a necessidade da regeneração (Jo 3.3-7 etc.) para alguém ser transformado em filho de Deus (Jo 1.12,13; Gl 4.4-7), dá para contestar a veracidade de tal frase?

Aliás, a própria história e experiência humanas atestam o tremendo fracasso das filosofias que se propõem a mudar o mundo para melhor sem mudar o homem. Pecador, esse está em desarmonia consigo, com seu próximo, com a natureza e com o próprio Criador (Gn 3; Ec 7.29). O trágico drama em que até hoje vive a humanidade advém da Queda, e só a graça divina em Jesus Cristo pode restaurar o homem e a mulher corrompidos pelo pecado, para que vivam uma vida de genuína retidão moral — uma vida santa, enfim (Ef. 2.8-10; Tt 2.11-14; 3.3-7).

Verdades essas para as quais até mesmo muitos cristãos, ou melhor, “cristãos”, preferem deliberadamente fechar os olhos, por lhes soarem duras e inconvenientes. Lamentável, lamentável…


Reflexão para o Dia das Mães (1): Uma mãe muito especial

Decreto de Woodrow Wilson que instituiu o Dia das Mães nos EUA

Fac-símile do texto original do decreto do presidente norte-americano Woodrow Wilson que instituiu em seu país o Dia das Mães. Créditos: U.S. National Archives (sob Creative Commons)

A graça e a paz do Senhor Jesus aos amados irmãos leitores!

Neste domingo estivemos, eu e duas irmãs de minha igreja, numa atividade evangelística em entidade assistencial aqui na cidade. A atividade consiste em uma Escola Bíblica Dominical por extensão naquele local, realizada regularmente duas vezes ao mês, para a glória de Deus. Quem tem o glorioso privilégio de ministrar as aulas ali é este que vos escreve.

Aproveitando a deixa do Dia das Mães, falei àquela audiência (que consiste majoritariamente de enfermos) sobre uma mãe muito especial, cuja história nos é relatada pelas Sagradas Escrituras. Uma mãe que recebeu de Deus a maior honra que uma mãe já recebeu neste mundo: a de ser a progenitora do grande Salvador, o Messias de Israel, Jesus Cristo. Obviamente, estou me referindo a Maria.

Sei que muitos evangélicos se embaraçam com tal assunto, receosos de que possam ser mal interpretados e acusados de, mesmo inadvertidamente, colaborarem com a mariolatria papista. Mas tal receio é infundado: estudar o que a Bíblia nos ensina acerca daquela mulher, de sua fé e piedade, de seu zelo e testemunho, de sua sujeição total à vontade do Senhor, é sim algo que nos proporciona grande edificação. E, num mundo em que mais e mais mulheres vêem a maternidade como um fardo, e muitas até preferem abortar seus bebês ou descartá-los no lixo, Maria demonstra o quanto uma mãe cristã se difere de uma mundana e ímpia.

Assim sendo, discorri sobre alguns textos escriturísticos que nos falam dela. Falei-lhes do fato de o Rei dos reis nascer de uma obscura mas piedosa família dos cafundós da Palestina, e não dos palácios reais (Mt 1.18-25; Lc 1.26-38; 2.4-7); do reconhecimento por ela de que Deus é seu grande Salvador, bem como da sua condição indigna, como lemos no “Magnificat” (Lc 1.46-55), algo que todo pecador neste mundo também tem que reconhecer; de que, muitíssimo mais importantes do que os laços de sangue que a uniam ao seu filho eram os laços espirituais, os quais a faziam pertencer a uma família extremamente mais ampla, isto é, a família dos fiéis (Mt 3.31-35); de que, como mãe amantíssima, Maria esteve com Jesus não apenas em episódios como os das bodas em Caná (Jo 2.3), mas até mesmo na ocasião em demasiado atroz da crucificação (Jo 19.25-27). Por fim, na última menção que a Palavra de Deus faz a ela (At 1.14), lemos que se reunia diariamente com os outros discípulos para orar. Posteriormente, no capítulo 2 de Atos, ela e os demais no cenáculo seriam batizados no Espírito Santo.

O que a Bíblia nos ensina sobre tal personagem é contrário à qualquer divinização de sua pessoa, e não há ali endosso algum à tese de que Maria seria uma “medianeira” entre nós e o Altíssimo. Porém, nem de longe isso a desonra, pois ela nos é apresentada como exemplo de mãe fiel a Deus e temente a Ele. Portanto, um personagem das Escrituras que merece mais da nossa consideração.


O movimento reformado entre os batistas brasileiros

Abaixo, o Pr. Franklin Ferreira é entrevistado pelo site iPródigo, em vídeo postado no Vimeo. Teólogo batista na linha reformada, ele responde aqui à pergunta sobre se é possível ser batista reformado no Brasil de hoje. Vale a pena conferir.


Os batistas e a sua contribuição para a obra missionária

No vídeo acima do site Dailymotion, compartilho com o irmão leitor uma palestra do Dr. D. B. Riker sobre o legado do povo batista na área de missões. *

O discurso foi proferido em 2009, na IV Conferência Teológica da ABIBET (Associação Brasileira de Instituições Batistas de Ensino Teológico). Tenho sérias ressalvas em relação ao chamado “Evangelho Social” e a figuras como Billy Graham — que há muito não têm qualquer compromisso com a ortodoxia bíblica –, ambos mencionados honrosamente pelo palestrante. Também não vejo em que o ativismo político de Martin Luther King tenha contribuído efetivamente para a obra missionária — e Solano Portela, neste artigo no blog “O Tempora, O Mores”, concorda comigo.

Mesmo assim, há informações preciosas fornecidas pelo orador, que demonstram que a denominação batista se distingue historicamente pelo seu ardor por missões, área em que é pioneira e líder, para a glória de Deus. Outros grupos, como nossos irmãos presbiterianos, distinguem-se por seus grandes teólogos, os quais muito têm contribuído para que o povo de Deus obtenha melhor entendimento das Escrituras e, consequentemente, grande edificação. Os batistas não nos destacamos nessa área, porém, foi do agrado do Altíssimo nos conceder graciosamente que nos notabilizássemos por nossos missionários. Mais uma vez, glória ao Senhor por homens que são verdadeiramente “dons” que ele deu à Sua Igreja (Efésios 4.11)!

* Atualizado (05/04/12 às 18h50). Finalmente descobri como se faz para inserir vídeos desse site no WordPress! =)


A predestinação na Bíblia

Estudo da Bíblia

Créditos da imagem: Steelman (Wikimedia Commons).

As Sagradas Escrituras explícita e categoricamente ensinam a predestinação:

“Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos; e aos que predestinou, a estes também chamou; e aos que chamou, a estes também justificou; e aos que justificou, a estes também glorificou” (Romanos 8.29,30).

“[Deus] nos predestinou para sermos filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade… no qual [Cristo] também fomos feitos herança, havendo sido predestinados conforme o propósito daquele que faz todas as coisas segundo o conselho da sua vontade” (Efésios 1.5,11; compare 3.11).

Além desses trechos, também podemos aduzir 1 Pedro 1.2,20. Aqui o apóstolo afirma que os cristãos a quem se dirigia foram “eleitos segundo a presciência de Deus Pai, na santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo… [o qual] foi conhecido ainda antes da fundação do mundo, mas manifesto no fim dos tempos por amor de vós”. O termo original grego para “presciência” é prognōsis, e quer dizer “conhecimento prévio e propositado” (Taylor), “disposição prévia, pré-arranjo” (Thayer).

Portanto, tal doutrina não é invenção de Calvino, mas se trata de claro ensino do Livro Santo.


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