Véspera de eleição

Logotipo da campanha do TSE por voto limpo nas eleições municipais

Logo do Tribunal Superior Eleitoral para as eleições municipais deste ano

Amanhã, dia do Senhor, é igualmente dia de mais uma eleição municipal. Em todo o Brasil, milhares de candidatos a prefeito e vereador participam de pleitos cujos resultados interessam diretamente a cada um dos milhões de eleitores convocados a votar, entre os quais eu me incluo. Afinal, os rumos das cidades onde moramos está em jogo — e, indiretamente, os do próprio País, pois uma eleição dessas repercute também nas esferas estaduais e federal.

Por outro lado, o sufrágio das urnas repercutirá ainda nas denominações evangélicas, principalmente naquelas abertamente envolvidas no certame (a esmagadora maioria), seja lançando candidatos próprios (“irmão vota em irmão”, dizem, apoiando-se numa exegese tendenciosa de Dt 17.15), seja mesmo apoiando descrentes (desde as eleições presidenciais de 1989 arraigou-se o temor de se colocar no poder políticos que se supõe hostis aos “interesses do povo de Deus”).

No Brasil, política e corrupção, infelizmente, soam à maioria da população como termos sinônimos. Em tese, a atividade política deve pressupor a abnegação e dedicação do detentor do mandato a ele outorgado, como uma causa a que se abraça, tudo em prol do bem-estar e do interesse maior da coletividade por ele representada. E isso se verificou nos exemplos bíblicos de José, Daniel e Neemias, apesar de não terem eles chegado aos seus cargos pelo voto democrático. Contudo, na atualidade, a sucessão de escândalos em todos os níveis têm feito com que tal ideal pareça uma simples quimera em nossa nação.

Porém, dou razão a quem defende que cada povo tem o govern0 que merece. Pois a corrupção na política começa é com pequenos e “inocentes” favores, e.g., de um vereador para com seu eleitor. Ou do congressista para com a igreja que apoiou sua campanha eleitoral, a qual faz do “seu” mandatário, na feliz definição do pastor batista Isaltino Gomes Coelho Filho, um “despachante evangélico”…

De fato, lamentavelmente muitos “irmãos” políticos são parte do problema que infelicita e vicia nossa vida pública, não o “sal” e a “luz”, a benéfica influência cristã que se esperaria que exercessem — mas grande parte dos “crentes” e igrejas são cúmplices deles: compartilham da mesma mentalidade quanto ao trato para com o que é de todo o povo.

A propósito, lembro-me de um triste episódio que testemunhei numa reunião de certa igreja anos atrás. A comunidade ali atravessava delicada situação financeira, agravada com a saída repentina do pastor e a consequente vacância no ministério, a qual perdurou meses. Por isso, foi cogitada a demissão do jovem instrumentista remunerado pela igreja. A questão foi então trazida à assembleia para apreciação e votação pelos membros (o sistema de governo adotado era o congregacional).

Não era hábito da juventude ali participar dessas reuniões, quase sempre cansativas e maçantes, e o seu desinteresse por elas continua até hoje. Mas, quando os jovens e adolescentes souberam que um assunto tão importante para o amigo músico seria tratado naquela ocasião, resolveram então comparecer em massa na assembleia. E o peso dos votos deles foi decisivo: o rapaz terminou mantido na função remunerada.

Agora eu pergunto, irmão leitor: Em que um fato deplorável desses se difere das práticas do parlamentar em Brasília que legisla em causa própria, que dá as costas à sociedade, que é fisiológico e só vota nas matérias de interesse seu ou do seu grupo? Um político desse naipe não é mesmo “a cara” de muitos e muitos eleitores, inclusive daqueles que dizem professar a fé em Cristo e alegam ser nascidos de novo?

Que nessa eleição, portanto, os irmãos em Cristo tenhamos em mente Provérbios 14.34 na hora de votar: “A justiça exalta os povos, mas o pecado é a vergonha das nações”. E isso envolve a vida política nacional.

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