Reflexão para o Dia das Mães (1): Uma mãe muito especial

Decreto de Woodrow Wilson que instituiu o Dia das Mães nos EUA

Fac-símile do texto original do decreto do presidente norte-americano Woodrow Wilson que instituiu em seu país o Dia das Mães. Créditos: U.S. National Archives (sob Creative Commons)

A graça e a paz do Senhor Jesus aos amados irmãos leitores!

Neste domingo estivemos, eu e duas irmãs de minha igreja, numa atividade evangelística em entidade assistencial aqui na cidade. A atividade consiste em uma Escola Bíblica Dominical por extensão naquele local, realizada regularmente duas vezes ao mês, para a glória de Deus. Quem tem o glorioso privilégio de ministrar as aulas ali é este que vos escreve.

Aproveitando a deixa do Dia das Mães, falei àquela audiência (que consiste majoritariamente de enfermos) sobre uma mãe muito especial, cuja história nos é relatada pelas Sagradas Escrituras. Uma mãe que recebeu de Deus a maior honra que uma mãe já recebeu neste mundo: a de ser a progenitora do grande Salvador, o Messias de Israel, Jesus Cristo. Obviamente, estou me referindo a Maria.

Sei que muitos evangélicos se embaraçam com tal assunto, receosos de que possam ser mal interpretados e acusados de, mesmo inadvertidamente, colaborarem com a mariolatria papista. Mas tal receio é infundado: estudar o que a Bíblia nos ensina acerca daquela mulher, de sua fé e piedade, de seu zelo e testemunho, de sua sujeição total à vontade do Senhor, é sim algo que nos proporciona grande edificação. E, num mundo em que mais e mais mulheres vêem a maternidade como um fardo, e muitas até preferem abortar seus bebês ou descartá-los no lixo, Maria demonstra o quanto uma mãe cristã se difere de uma mundana e ímpia.

Assim sendo, discorri sobre alguns textos escriturísticos que nos falam dela. Falei-lhes do fato de o Rei dos reis nascer de uma obscura mas piedosa família dos cafundós da Palestina, e não dos palácios reais (Mt 1.18-25; Lc 1.26-38; 2.4-7); do reconhecimento por ela de que Deus é seu grande Salvador, bem como da sua condição indigna, como lemos no “Magnificat” (Lc 1.46-55), algo que todo pecador neste mundo também tem que reconhecer; de que, muitíssimo mais importantes do que os laços de sangue que a uniam ao seu filho eram os laços espirituais, os quais a faziam pertencer a uma família extremamente mais ampla, isto é, a família dos fiéis (Mt 3.31-35); de que, como mãe amantíssima, Maria esteve com Jesus não apenas em episódios como os das bodas em Caná (Jo 2.3), mas até mesmo na ocasião em demasiado atroz da crucificação (Jo 19.25-27). Por fim, na última menção que a Palavra de Deus faz a ela (At 1.14), lemos que se reunia diariamente com os outros discípulos para orar. Posteriormente, no capítulo 2 de Atos, ela e os demais no cenáculo seriam batizados no Espírito Santo.

O que a Bíblia nos ensina sobre tal personagem é contrário à qualquer divinização de sua pessoa, e não há ali endosso algum à tese de que Maria seria uma “medianeira” entre nós e o Altíssimo. Porém, nem de longe isso a desonra, pois ela nos é apresentada como exemplo de mãe fiel a Deus e temente a Ele. Portanto, um personagem das Escrituras que merece mais da nossa consideração.

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