Triste constatação

Banda de rock neoprogressivo Arena

Banda de rock neoprogressivo Arena. Créditos: Andrius.v (Wikimedia Commons).

Antes de ontem estive no culto de oração de uma igreja aqui perto de onde moro. Apesar de ainda ser considerada da linha tradicional, a influência neopentecostalizante ali se faz sentir cada vez mais. Mas uma novidade recentemente introduzida nessa igreja a levou para mais longe ainda da herança de sua denominação.

Quem entra lá se depara agora com uma grande mudança: o púlpito, antes no centro e na parte mais alta, foi deslocado para um patamar mais baixo e para o lado, próximo à parede. Ele teve que ceder seu lugar para a bateria (!)

Um reflexo e, ao mesmo tempo, uma metáfora do que anda cada vez mais acontecendo atualmente em muitas igrejas ditas tradicionais. A pregação da Palavra de Deus é crescentemente relegada a um plano inferior, deixando de ser central e perdendo cada vez mais espaço para uma barulhenta e nada edificante música “gospel”.

Aos obreiros que estão cada vez mais pressionados a ceder e capitular diante de tal situação, deixo o conselho de Paulo: “Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério” (2 Timóteo 4.1-5).

Que Deus nos ajude a todos nesses dias tão difíceis para a Igreja de Deus!

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6 respostas para “Triste constatação

  • Anna Barros

    A probabilidade é que está situação vá de mal a pior e o nosso desejo é só um: Maranata!

    • Vanderson M. da Silva

      Pois é, Anna… E não é só essa igreja aí não: há outras “tradicionais” aqui na minha cidade que passam pelo mesmo processo. E, contra tudo isso, o máximo que se ouve é um resmungo de um irmão aqui, outro ali.

      Abs!

  • Nelson Ávila

    Pois é irmão Vanderson, denominação parece não ter mais qualquer significado. Antes você sabia como era a igreja e o pensamento de seus membros pelo nome da denominação. Hoje é presbiteriano arminiano, pentecostal, neo-pentecostal, liberal etc. O mais difícil de encontrar é o calvinista (ou reformado). Com isto falo da minha própria denominação, mas penso que seja possível atribuir estas palavras a qualquer outra.

    • Vanderson M. da Silva

      É verdade, irmão Nelson! No caso das igrejas tradicionais, percebo também que há uma mistura de oportunismo e medo de muitos líderes, que querem ficar de bem com todos e não perder membros. A lealdade a Cristo e à Palavra são deixadas de lado sem pudor algum. Que Deus tenha misericórdia de todos nós!

      Abraços e obrigado pela visita! 😀

  • Felipe Barroso

    Mano, na boa… Voce ta edificando que com esse blog? O seu ego? Vai vim falar que bateria, guitarra e outros instrumentos nao são de Deus? Pow mano, sei que voce nao vai postar esse comentário mas na boa… João Calvino não morreu por você, quem morreu foi Jesus. E infelizmente vejo voce falando muito mais sobre esse herege do que sobre o próprio Jesus. Te converte brother. Jesus te ama!

    • Vanderson M. da Silva

      Felipe, se bateria, guitarra e outros instrumentos são ou não de Deus não está em discussão aqui. Está em discussão o uso que se faz deles no culto a Deus. Seja bateria, seja guitarra, seja violino, seja órgão de tubo, seja trompete ou o que for, nenhum deles deve tirar da pregação a primazia e centralidade que ela deve ter no culto público da igreja. Pior ainda quando aqueles são usados para entoar canções com letras antibíblicas e, em certos casos, até mesmo blasfemas. A igreja do Novo Testamento tinha a pregação como central em seu culto público, não a música (que havia lá, claro), como depreendemos facilmente das páginas da Bíblia.
      Pelo jeito, você não é frequentador deste espaço aqui. Afinal, afirmar que eu falo muito mais de Calvino do que de Jesus… Mas, seja como for, o grande assunto dos ensinos daquele reformador é a glória de Deus e a centralidade e supremacia de Cristo. E, sim, ele admitia abertamente sua condição de miserável pecador, desesperadamente carente da graça divina. Isso é heresia? Se Jesus era o grande tema de Calvino (como, aliás, o era de Paulo – 1 Coríntios 2.2), é pecado então nos beneficiarmos de sua produção teológica? Não tenho nenhuma idolatria por aquele reformador, não o considero infalível e perfeito, e condeno quem tenha tal atitude por ele — e, acredite, o próprio Calvino condenaria energicamente tal coisa. Creio que, para declarar isso que você declarou aí, é porque jamais teve qualquer contato com a literatura dele.

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