Uma citação de Norman Geisler, apologeta cristão e presidente do Southern Evangelical Seminary:
“A igreja evangélica nos EUA tem cerca de oito mil quilômetros de extensão e três centímetros de profundidade. Doutrinariamente, somos muito rasos. Temos religião suficiente para nos influenciar, mas não doutrina bastante para nos tornar discernidores. Você não pode reconhecer o erro enquanto não for capaz de reconhecer a verdade. Disseram-me que, quando os especialistas do governo precisam treinar gente para reconhecer dinheiro falso, estudam o dinheiro autêntico. O mesmo vale para a doutrina”.
Será que isso, ou algo parecido com isso, se aplicaria ao protestantismo nacional? A tentação é responder afirmativamente, porém, com toda a franqueza, desconfio que a resposta certa seja NÃO. Não, não acho que os evangélicos aqui tenham grande profundidade bíblico-teológica, longe disso. Mas é que suspeito que o grande problema aqui é de outra ordem.
Afinal, profundidade só se aplica a objeto sólido: então, por mais superficial que seja a igreja evangélica americana, segundo essa denúncia de Geisler, ainda assim se pode falar em consistência. No Brasil, entretanto, com a grande volubilidade, fatuidade e inconsistência doutrinária dos grupos evangélicos, parece-me que a analogia mais condizente seria com a de um vapor, que vai se expandindo, desfazendo, diluindo e mudando de forma com o passar do tempo. Nesse caso, falar em profundidade, ou da falta dela, talvez não faça muito sentido.
Mas gostaria de saber a opinião de você, leitor do meu blog, a respeito disso, com a enquete abaixo:
A opinião de Geisler também se aplicaria ao nosso evangelicalismo?