As reais dimensões do protestantismo brasileiro

Uma citação de Norman Geisler, apologeta cristão e presidente do Southern Evangelical Seminary:

“A igreja evangélica nos EUA tem cerca de oito mil quilômetros de extensão e três centímetros de profundidade. Doutrinariamente, somos muito rasos. Temos religião suficiente para nos influenciar, mas não doutrina bastante para nos tornar discernidores. Você não pode reconhecer o erro enquanto não for capaz de reconhecer a verdade. Disseram-me que, quando os especialistas do governo precisam treinar gente para reconhecer dinheiro falso, estudam o dinheiro autêntico. O mesmo vale para a doutrina”.

Será que isso, ou algo parecido com isso, se aplicaria ao protestantismo nacional? A tentação é responder afirmativamente, porém, com toda a franqueza, desconfio que a resposta certa seja NÃO. Não, não acho que os evangélicos aqui tenham grande profundidade bíblico-teológica, longe disso. Mas é que suspeito que o grande problema aqui é de outra ordem.

Afinal, profundidade só se aplica a objeto sólido: então, por mais superficial que seja a igreja evangélica americana, segundo essa denúncia de Geisler, ainda assim se pode falar em consistência. No Brasil, entretanto, com a grande volubilidade, fatuidade e inconsistência doutrinária dos grupos evangélicos, parece-me que a analogia mais condizente seria com a de um vapor, que vai se expandindo, desfazendo, diluindo e mudando de forma com o passar do tempo. Nesse caso, falar em profundidade, ou da falta dela, talvez não faça muito sentido.

Mas gostaria de saber a opinião de você, leitor do meu blog, a respeito disso, com a enquete abaixo:

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2 respostas para “As reais dimensões do protestantismo brasileiro

  • Jorge Fernandes Isah

    Vanderson,

    penso, algumas vezes, que a igreja brasileira está tão impregnada do secularismo que já deixou de ser igreja há muito tempo… Mas assim como “ondas de pessimismo” me assolam vez ou outra, vem-me sempre a mente o que o Senhor disse a Elias, quando ele se dirigiu a Deus, murmurando a sua solidão, diante dos profetas de Baal: “Também deixei ficar em Israel sete mil: todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda a boca que não o beijou” [1Rs 19.18].

    Sei que existe uma igreja fiel ao Senhor em meio a tantas apóstatas; e de que esses irmãos e irmãs precisam ser alimentados e não deixados à mingua. Como o Senhor disse a Pedro: “apascenta as minhas ovelhas” [Jo 21.17].

    Que o bom Deus nos capacite, como igreja, a cuidar dos nossos irmãos, instruindo-os e edificando-os na verdade; colocando-nos como instrumentos para que o Corpo se fortaleça no conhecimento verdadeiro de Deus, e seja um povo santo que não se curve ao “deus deste século”; em que a ignorância de Deus é a maior delas.

    Grande abraço!

    Cristo o abençoe!

    • Vanderson M. da Silva

      De fato, irmão Jorge, é de desanimar mesmo a situação do cristianismo em nosso País. Aqui mesmo onde moro o que não falta é “placa de igreja” por todos os lados, mas igrejas fieis mesmo são muito, muito poucas. Só por Deus, mesmo!

      Obrigado pela visita, meu irmão! Outro abraço!

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