Os céus proclamam a glória de Deus

No diagrama acima, em italiano (Venera=Vênus; Giove=Júpiter), a insignificância das dimensões do nosso planeta Terra em comparação com outros astros do universo nos impressiona e humilha. Aleluia! “Eis que as nações são consideradas por Ele [Deus] como a gota de um balde, e como o pó miúdo das balanças; eis que ele levanta as ilhas como a uma coisa pequeníssima” (Is 40.15). Créditos da imagem: Dave Jarvis (Wikimedia Commons).


Pura verdade!

Monumento às vítimas do stalinismo em Katowice, na Polônia

Monumento às vítimas do stalinismo, em Katowice (Polônia). Créditos: Abraham OFM (Wikimedia Commons)

“Muitos falam que precisamos deixar um planeta melhor para os nossos filhos, mas o que precisamos é deixar filhos melhores para o nosso planeta”.

Indo fazer compras hoje pela manhã, deparei-me com essa frase, inscrita no vidro traseiro de um automóvel estacionado na rua.

Dizeres de extraordinária felicidade, não, caro leitor? Afinal, à luz de tudo o que lemos nas Escrituras sobre a depravação total do ser humano (e.g., Rm 3.10-19; Ef 2.1ss) e sobre a necessidade da regeneração (Jo 3.3-7 etc.) para alguém ser transformado em filho de Deus (Jo 1.12,13; Gl 4.4-7), dá para contestar a veracidade de tal frase?

Aliás, a própria história e experiência humanas atestam o tremendo fracasso das filosofias que se propõem a mudar o mundo para melhor sem mudar o homem. Pecador, esse está em desarmonia consigo, com seu próximo, com a natureza e com o próprio Criador (Gn 3; Ec 7.29). O trágico drama em que até hoje vive a humanidade advém da Queda, e só a graça divina em Jesus Cristo pode restaurar o homem e a mulher corrompidos pelo pecado, para que vivam uma vida de genuína retidão moral — uma vida santa, enfim (Ef. 2.8-10; Tt 2.11-14; 3.3-7).

Verdades essas para as quais até mesmo muitos cristãos, ou melhor, “cristãos”, preferem deliberadamente fechar os olhos, por lhes soarem duras e inconvenientes. Lamentável, lamentável…


Reflexão para o Dia das Mães (1): Uma mãe muito especial

Decreto de Woodrow Wilson que instituiu o Dia das Mães nos EUA

Fac-símile do texto original do decreto do presidente norte-americano Woodrow Wilson que instituiu em seu país o Dia das Mães. Créditos: U.S. National Archives (sob Creative Commons)

A graça e a paz do Senhor Jesus aos amados irmãos leitores!

Neste domingo estivemos, eu e duas irmãs de minha igreja, numa atividade evangelística em entidade assistencial aqui na cidade. A atividade consiste em uma Escola Bíblica Dominical por extensão naquele local, realizada regularmente duas vezes ao mês, para a glória de Deus. Quem tem o glorioso privilégio de ministrar as aulas ali é este que vos escreve.

Aproveitando a deixa do Dia das Mães, falei àquela audiência (que consiste majoritariamente de enfermos) sobre uma mãe muito especial, cuja história nos é relatada pelas Sagradas Escrituras. Uma mãe que recebeu de Deus a maior honra que uma mãe já recebeu neste mundo: a de ser a progenitora do grande Salvador, o Messias de Israel, Jesus Cristo. Obviamente, estou me referindo a Maria.

Sei que muitos evangélicos se embaraçam com tal assunto, receosos de que possam ser mal interpretados e acusados de, mesmo inadvertidamente, colaborarem com a mariolatria papista. Mas tal receio é infundado: estudar o que a Bíblia nos ensina acerca daquela mulher, de sua fé e piedade, de seu zelo e testemunho, de sua sujeição total à vontade do Senhor, é sim algo que nos proporciona grande edificação. E, num mundo em que mais e mais mulheres vêem a maternidade como um fardo, e muitas até preferem abortar seus bebês ou descartá-los no lixo, Maria demonstra o quanto uma mãe cristã se difere de uma mundana e ímpia.

Assim sendo, discorri sobre alguns textos escriturísticos que nos falam dela. Falei-lhes do fato de o Rei dos reis nascer de uma obscura mas piedosa família dos cafundós da Palestina, e não dos palácios reais (Mt 1.18-25; Lc 1.26-38; 2.4-7); do reconhecimento por ela de que Deus é seu grande Salvador, bem como da sua condição indigna, como lemos no “Magnificat” (Lc 1.46-55), algo que todo pecador neste mundo também tem que reconhecer; de que, muitíssimo mais importantes do que os laços de sangue que a uniam ao seu filho eram os laços espirituais, os quais a faziam pertencer a uma família extremamente mais ampla, isto é, a família dos fiéis (Mt 3.31-35); de que, como mãe amantíssima, Maria esteve com Jesus não apenas em episódios como os das bodas em Caná (Jo 2.3), mas até mesmo na ocasião em demasiado atroz da crucificação (Jo 19.25-27). Por fim, na última menção que a Palavra de Deus faz a ela (At 1.14), lemos que se reunia diariamente com os outros discípulos para orar. Posteriormente, no capítulo 2 de Atos, ela e os demais no cenáculo seriam batizados no Espírito Santo.

O que a Bíblia nos ensina sobre tal personagem é contrário à qualquer divinização de sua pessoa, e não há ali endosso algum à tese de que Maria seria uma “medianeira” entre nós e o Altíssimo. Porém, nem de longe isso a desonra, pois ela nos é apresentada como exemplo de mãe fiel a Deus e temente a Ele. Portanto, um personagem das Escrituras que merece mais da nossa consideração.


O movimento reformado entre os batistas brasileiros

Abaixo, o Pr. Franklin Ferreira é entrevistado pelo site iPródigo, em vídeo postado no Vimeo. Teólogo batista na linha reformada, ele responde aqui à pergunta sobre se é possível ser batista reformado no Brasil de hoje. Vale a pena conferir.


Os batistas e a sua contribuição para a obra missionária

No vídeo acima do site Dailymotion, compartilho com o irmão leitor uma palestra do Dr. D. B. Riker sobre o legado do povo batista na área de missões. *

O discurso foi proferido em 2009, na IV Conferência Teológica da ABIBET (Associação Brasileira de Instituições Batistas de Ensino Teológico). Tenho sérias ressalvas em relação ao chamado “Evangelho Social” e a figuras como Billy Graham — que há muito não têm qualquer compromisso com a ortodoxia bíblica –, ambos mencionados honrosamente pelo palestrante. Também não vejo em que o ativismo político de Martin Luther King tenha contribuído efetivamente para a obra missionária — e Solano Portela, neste artigo no blog “O Tempora, O Mores”, concorda comigo.

Mesmo assim, há informações preciosas fornecidas pelo orador, que demonstram que a denominação batista se distingue historicamente pelo seu ardor por missões, área em que é pioneira e líder, para a glória de Deus. Outros grupos, como nossos irmãos presbiterianos, distinguem-se por seus grandes teólogos, os quais muito têm contribuído para que o povo de Deus obtenha melhor entendimento das Escrituras e, consequentemente, grande edificação. Os batistas não nos destacamos nessa área, porém, foi do agrado do Altíssimo nos conceder graciosamente que nos notabilizássemos por nossos missionários. Mais uma vez, glória ao Senhor por homens que são verdadeiramente “dons” que ele deu à Sua Igreja (Efésios 4.11)!

* Atualizado (05/04/12 às 18h50). Finalmente descobri como se faz para inserir vídeos desse site no WordPress! =)


A predestinação na Bíblia

Estudo da Bíblia

Créditos da imagem: Steelman (Wikimedia Commons).

As Sagradas Escrituras explícita e categoricamente ensinam a predestinação:

“Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos; e aos que predestinou, a estes também chamou; e aos que chamou, a estes também justificou; e aos que justificou, a estes também glorificou” (Romanos 8.29,30).

“[Deus] nos predestinou para sermos filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade… no qual [Cristo] também fomos feitos herança, havendo sido predestinados conforme o propósito daquele que faz todas as coisas segundo o conselho da sua vontade” (Efésios 1.5,11; compare 3.11).

Além desses trechos, também podemos aduzir 1 Pedro 1.2,20. Aqui o apóstolo afirma que os cristãos a quem se dirigia foram “eleitos segundo a presciência de Deus Pai, na santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo… [o qual] foi conhecido ainda antes da fundação do mundo, mas manifesto no fim dos tempos por amor de vós”. O termo original grego para “presciência” é prognōsis, e quer dizer “conhecimento prévio e propositado” (Taylor), “disposição prévia, pré-arranjo” (Thayer).

Portanto, tal doutrina não é invenção de Calvino, mas se trata de claro ensino do Livro Santo.


A ira de Deus no Novo Testamento

A Queda de Babilônia

A Queda da Nova Babilônia (Apocalipse 18). Gravura de Gustav Doré.

Sim, o Novo Testamento fala da ira de Deus. Sabia disso, caro leitor?

Não, não é apenas no Antigo Testamento que lemos a respeito dela. Tome-se, por exemplo, Romanos 1.18ss; Efésios 2.3; Colossenses 3.6,7 etc. E mais: como se pode ver, aquela fazia mesmo parte da pregação do Evangelho pela Igreja Primitiva e seus apóstolos. Mais referências poderiam ser dadas, mas paro por aqui. Elas podem ser obtidas consultando-se uma concordância bíblica.

Os conceitos errôneos quanto a ira de Deus, um de Seus atributos, obviamente, têm sua origem no arminianismo/pelagianismo largamente disseminado entre os evangélicos da atualidade. Como corretamente observou o expositor da Bíblia A. W. Pink, “é triste ver tantos cristãos professos que parecem considerar a ira de Deus como uma coisa pela qual eles precisam pedir desculpas, ou, pelo menos, parece que gostariam que não existisse tal coisa. Conquanto alguns não fossem longe o bastante para admitir abertamente que a consideram uma mancha no caráter divino, contudo, estão longe de vê-la com bons olhos, não gostam de pensar nisso e dificilmente a ouvem mencionada sem que surja em seus corações um ressentimento contra essa idéia. Mesmo dentre os mais sóbrios em sua maneira de julgar, não poucos parecem imaginar que há na questão da ira de Deus uma severidade terrificante demais para propiciar um tema para consideração proveitosa. Outros dão abrigo ao erro de pensar que a ira de Deus não é coerente com a Sua bondade, e assim procuram bani-la dos seus pensamentos”. A íntegra do texto, cuja leitura, data venia, recomendo com insistência, pode ser obtida clicando-se aqui.

Tudo isso me veio à mente ao ler um artigo cujo autor se propôs a fazer uma síntese da mensagem evangélica (confira você mesmo aqui). Lemos aí que o ” “Evangelho em Síntese”, não fala da ira, justiça, severidade de deus (sic)”. E tome citações fora de contexto sobre o amor de Deus, com João 3.16 à testa, como não poderia deixar de ser, pois isso faz parte do que o evangelicalismo atual entende como exposição das Boas Novas.

A propósito, o leitor sabia que, no mesmo capítulo 3 do Evangelho de João, o próprio Senhor Jesus fala da ira de Deus? Isso mesmo: “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece” (Jo 3.36). E de modo algum esse versículo contradiz o famosíssimo João 3.16, pois o “mundo” que “Deus amou de tal maneira” a ponto de dar Seu Filho Unigênito se refere, na verdade, a pessoas de todas as etnias, procedências, classes sociais etc. A análise do contexto nos ajuda a perceber isso claramente: o Mestre estava se dirigindo a um ilustre representante da seita dos fariseus, um grupo de judeus exclusivistas, os quais se julgavam privilegiados por Deus e os únicos justos da terra, desprezando os de fora de seu grupo e os reputando malditos (Jo 7.49). Tanto que se recusaram a se submeter ao batismo de João (Mt 3.1-12), como nosso Senhor denuncia a Nicodemos (vide vv. 5 e 11).

Portanto, a proclamação fiel do Evangelho aos pecadores jamais poderá negligenciar a grande verdade NEOTESTAMENTÁRIA de que eles estão debaixo da cólera do Altíssimo e que, portanto, é necessário que se arrependam de seus pecados (Lc 13.1-5; At 17.30,31), pois só assim conhecerão a graça salvadora de Deus (Tt 2.11-14; 3.3-7). Como o apóstolo Paulo, temos que pregar “todo o conselho de Deus” (At 20.27).


Pastor ou empregado?

Logo do Tribunal Superior do Trabalho O Tribunal Superior do Trabalho decidiu: pastor agora PODE ser considerado empregado, CASO tenha que cumprir metas de arrecadação de dinheiro estipuladas por sua denominação. A sentença foi dada em uma ação movida por ex-pastor da chamada Igreja Universal do Reino de Deus contra esse controvertido império eclesiástico, para o qual trabalhou por mais de treze anos. Para mais informações sobre o assunto, inclusive com a íntegra da decisão do TST, clique aqui.

Até então era jurisprudência pacífica na Justiça do Trabalho que atividades como as de ministro de confissão religiosa (pastores, padres etc.) e monges não geravam vínculo empregatício com suas respectivas igrejas. Mas agora a instância especial revisou seu entendimento sobre a questão, adequando-o à nova realidade dos poderosos grupos neopestecostais que mercadejam a fé e propagandeiam seu evangelho de prateleira. Um falso evangelho (Gl 1.6-9) que tem se provado um produto altamente rendoso, propiciando o crescimento econômico vertiginoso de certas “igrejas”, que hoje contam até com bancada no Congresso Nacional, bem como forte presença na mídia.

Infelizmente, os fatos por trás de tal ação são constrangedores para as igrejas sérias e seus membros, os quais já sofrem grande preconceito ocasionado por abusos alheios. Não obstante tudo isso, porém, creio que a decisão do Tribunal Superior do Trabalho é motivo sim para comemoração. Pois proporcionará à sociedade algum discernimento, mínimo que seja,  quanto a quem de fato é ministro do evangelho e quais são as igrejas com real compromisso cristão. E que há evangélicos que não adotam práticas heterodoxas como as da IURD e congêneres. Agora é a própria Justiça dos homens que estabelece uma distinção importante que, se não resolve de todo o problema, ainda assim constitui uma vitória importante.

TEXTO ATUALIZADO (20/02/2012 às 22h59).


Sermão sobre Tito 2.11-14

Domingo passado tive o grande privilégio de ser o pregador no culto à noite de minha igreja. Compartilho com os irmãos leitores o texto pregado na ocasião. Minha oração é para que ele seja de utilidade para quem o ler. Quem quiser pregá-lo de novo sinta-se à vontade para fazê-lo, desde que seja para a edificação do Corpo de Cristo e para a glória de Seu nome. Comentários bíblicos como os de Calvino, Barnes, Gill, Henry, Poole e Clarke me forneceram grandes subsídios na preparação do sermão, mas procurei sempre me ater às Escrituras, as quais foram minha principal fonte de consulta.
Para acessá-lo, basta clicar no ícone acima, à esquerda.


Sermão sobre Isaías 6

Estátua do profeta Isaías esculpida por Aleijadinho

Estátua do profeta Isaías por Aleijadinho. Créditos: Einar Einarsson Kvaran (sob Creative Commons)

Compartilho com os irmãos leitores um sermão que preguei no domingo retrasado em minha igreja. Para acessá-lo, basta clicar aqui.

Se alguém quiser usá-lo em sua pregação, mesmo modificando-o, fique à vontade para fazê-lo, desde que o objetivo final seja sempre a glória de Deus e a edificação do Seu rebanho. Informo que não sou ordenado ao ministério pastoral nem seminarista.

Wikipedia: Aquí (“Here”) is the title of the debut studio album by Mexican singer-songwriter Julieta Venegas, released on March 24, 1997.


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